OS 7 SEGREDOS DA CRIAÇÃO DE CAPAS DE LIVROS

Na correria do dia-a-dia, muitas vezes editores, produtores editoriais, autores e os próprios designers esquecem a verdadeira missão de um designer capista.

2 – Qual é a tarefa de um designer de capas de livros?

Uma editora novata pode dizer:
“…o designer deve ficar livre para criar uma capa muito linda!!

Um autor pode replicar:
“…na verdade, o designer deve usar a capa para explicar o conteúdo do meu livro!”

Quase posso escutar um designer dizendo:
“…a capa deve ter um layout espetacular, cheio de ousadia para ganhar prêmios de design!”

Enquanto um diretor comercial rebate:
“…para mim o capista tem que ajudar a vender o livro…e ponto!”

Concordam com alguma destas afirmações? Então, vamos lá:

O designer gráfico editorial não necessariamente precisa buscar a beleza (um conceito extremamente subjetivo e pessoal: o que é bonito para um pode ser horrível para outro). Lembro sempre que, algumas vezes, a missão do capista é buscar o contrário da beleza: criar uma capa perturbadora, nauseante ou provocativa ou apenas bem-humorada que nada tenha a ver com beleza.

O capista em seu trabalho não precisa explicar nem resumir na capa conteúdo do livro, seria redundante (temos o texto de apresentação e orelhas para isso). O capista tem que achar (junto com o autor e/ou a editora) o conceito-chave a ser explorado visualmente no livro.

O designer não precisa ser ousado e ter arroubos de criatividade em todos os projetos (pelo contrário, algumas capas precisam respeitar certas regras e formalidades vigentes e manter-se dentro dos padrões estabelecidos — e, ainda assim, chamar a atenção do leitor).

E o capista não tem que puramente “vender o livro” — o capista na verdade tem a difícil missão de equilibrar as exigências editoriais (compromisso com o conteúdo e qualidade da obra) e comerciais (compromisso com a venda do produto chamado livro) para que a capa se mostre equilibrada.

Resumindo:

“A verdadeira missão do designer capista é, respeitando o conceito da obra, traduzir visualmente todas as intenções comerciais da editora em relação ao livro e, ao mesmo tempo, cativar e envolver seu público-leitor”

 

Analisando o significado desta frase, vocês entenderão um pouco melhor a diferença entre artistas e designers (Segredo número 5) e entenderão porque não é possível fazer uma capa eficiente sem um bom briefing. Afinal, é no briefing (Segredo número 4) que a Editora e/ou Autor vai expor a sua intenção comercial para o livro para que o designer possa traduzi-la visualmente.

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